Castilho

Hospital José Fortuna respira por aparelhos e funcionários clamam por socorro; entidade corre risco de fechar as portas se impasse não for resolvido

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Foto: Albecyr Pedro

Foto: Albecyr Pedro

Hospital de Castilho luta para manter as portas abertas. Funcionários sofrem com a falta de pagamento e ainda convivem com a angústia por conta do impasse da liberação da subvenção 

O Hospital de Castilho “José Fortuna” corre sérios riscos de fechar as portas se o impasse com a administração municipal não for resolvido o mais rápido possível.

Uma reunião entre a diretoria da entidade, membros do conselho da saúde, a prefeita Fátima Nascimento, secretária da saúde Janine Nascimento, e assessoria jurídica acontece na tarde desta quarta-feira, 15, ás 14h na prefeitura de Castilho.

O atual gestor da entidade, Devanir Pimenta acompanhado do presidente do conselho administrativo, Valdecir Soares Ferreira contou a reportagem na manhã desta terça-feira, 14, que os 59 funcionários do hospital estão sem receber o pagamento do mês de julho e convivem entre a angústia e a ansiedade enquanto o impasse não é resolvido.

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Este será o segundo encontro entre a diretoria do hospital, funcionários e a secretaria da saúde e os vereadores. O primeiro encontro aconteceu no plenário da casa legislativa e as partes não chegaram a um consenso, o que fez agravar ainda mais a situação.

Devanir explica, que a prefeitura repassa a título de subvenção aprovada pelos vereadores o valor de R$ 250 mil mensal, e só voltará a realizar o depósito da quantia, se a diretoria da entidade assinar um novo contrato que estabelece um considerável acréscimo de serviços públicos, isto pelo mesmo valor.

“Venho tentando todos os esforços para sensibilizar o poder público quanto à situação financeira da entidade, entretanto, até o momento tenho sido apenas cobrado para assinar o contrato que imputa mais serviços pelo mesmo valor repassado”- ressalta.

Devanir alega ser inviável executar mais serviços pela mesma quantia, pois já considera o valor atual insuficiente para arcar com todas as despesas da entidade.

“Já protocolei por diversas vezes um pedido de R$ 29 mil de suplementação para manter os serviços e não corrermos riscos, pois temos vários encargos como: 13º, Fundo de Garantia (FGTS), INSS dos funcionários, entre outras despesas do hospital”- reforça.

Para poder colocar em prática o que a administração pública cobra do hospital neste contrato, o diretor avalia que o repasse de pouco mais de R$ 60 mil de suplementação de que já vem pedindo daria para cobrir as despesas.

Conforme demonstrou através de cópias de diversos balancetes, extratos e históricos bancários, notas e documentos há quase seis anos, desde quando assumiu a diretoria da entidade, a transparência e a responsabilidade sempre foi a sua plataforma de trabalho.

Segundo relata, a administração pública não reajusta o valor recebido neste período em que está no cargo, e o princípio da economicidade é outro valor que também vem agregando para não ter que comprometer o atendimento à população, haja vista os números apresentados em documentos de funcionários que havia no início da sua gestão e o que tem atualmente.

“Iniciamos nossa gestão há quase seis anos, com 79 funcionários e atualmente temos 59. Enxugamos o máximo que podíamos, para manter o hospital em funcionamento, manter os salários dos funcionários em dia e não prejudicar o atendimento a população”- disse o diretor da entidade.

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O outro lado

Em pronunciamento na Rádio Nova Fm Castilho na tarde desta terça-feira, 14, a prefeita Fátima Nascimento esclarece que a administração pública não recusa a repassar o valor de R$ 250 mil para a entidade desde que a diretoria assine o contrato. “Assinou de manhã, a gente já paga a tarde” diz a prefeita.

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Leia o pronunciamento:

Quero esclarecer que a prefeitura de Castilho apresentou no dia 22 de julho o plano operativo dos serviços de saúde necessários para atender a população castilhense, com o objetivo de firmar este contrato e este termo de colaboração com o hospital, cujo valor dos recursos financeiros serão repassados até o 10º dia útil após a entidade apresentar a execução dos serviços do mês anterior devidamente aprovado pela secretaria de saúde.

O valor do repasse é de R$ 250 mil mensal, e são pagos de acordo com a execução dos serviços, incluindo as especialidades médicas a serem realizadas pela entidade.

O plano operativo apresentado ao hospital foi aprovado pelo conselho municipal de saúde dia 8 de agosto. Há um termo de colaboração entre a prefeitura e a entidade que cobra melhor qualidade no atendimento e menor tempo de espera.

Não houve atraso neste repasse, pois no dia 20 de junho foi repassado o valor de quase R$ 410 mil e no dia 20 de julho pouco mais de R$ 81 mil, mesmo porque até a presente data foi repassado o montante de pouco mais R$ 2 milhões.

Não há falta de repasses de recursos financeiros. Eventuais atrasos de pagamento é opção administrativa da gestão do hospital.

A prefeitura de Castilho cumpre com a responsabilidade na pontualidade do repasse dos recursos financeiros ao hospital e aguarda somente a assinatura da diretoria para formalizar o contrato de cooperação.

É um termo que o hospital se compromete com a realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos e especialidades. A verba repassada não é para folha de pagamento, mas sim para que se cumpram os serviços médicos.

Quem deve pagar os funcionários não é a prefeitura e sim o hospital. (Fátima Nascimento, prefeita municipal)

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